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Microsoft investe em IA e desembolsa US$ 1 bi em parceria com OpenAI

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A Microsoft anunciou que investirá US$ 1 bilhão na OpenAI, empresa de pesquisa de inteligência artificial sediada em São Francisco e que foi fundada por Elon Musk e outros gigantes do mercado. Em um post no blog da empresa, Greg Brockman, o CTO da companhia, disse que o investimento apoiará o desenvolvimento da inteligência geral artificial (AGI) com a capacidade de aprender qualquer tarefa intelectual realizada por humanos.

“A OpenAI está produzindo uma sequência de tecnologias de IA cada vez mais poderosa, o que requer muito capital”, disse Brockman. “A maneira mais óbvia de cobrir custos é construir um produto, mas isso significaria mudar nosso foco”, completou, justificando essa parceria com a Microsoft.

A OpenAI pretende formar uma parceria com a Microsoft para desenvolver novas tecnologias de inteligência artificial para a plataforma de nuvem Azure, além de firmar um acordo de exclusividade com a gigante de Redmond para estender as capacidades de IA em grande escala que “cumpram a promessa da AGI”. A OpenAI também licenciará algumas de suas tecnologias para a Microsoft, que as comercializará e venderá para parceiros ainda não conhecidos, além de treinar e executar modelos de IA no Azure.

“A IA é uma das tecnologias mais transformadoras do nosso tempo e tem o potencial de ajudar a resolver muitos dos desafios do mundo”, disse Satya Nadella, CEO da Microsoft. “Ao unir a tecnologia revolucionária da OpenAI com as novas tecnologias de supercomputação do Azure AI, nossa ambição é democratizar a inteligência artificial – mantendo sempre a segurança da IA ​​em primeiro plano – para que todos possam se beneficiar”, completou.

De acordo com Brockman, a parceria foi motivada em parte pela busca contínua da OpenAI por um enorme poder computacional. Seus pesquisadores divulgaram recentemente análises mostrando que, de 2012 a 2018, a quantidade de computação usada nos maiores treinamentos de IA cresceu mais de 300.000 vezes, com um tempo de duplicação de 3,5 meses, excedendo em muito o ritmo da Lei de Moore.

“A criação de [AGI] será o desenvolvimento tecnológico mais importante da história da humanidade, com o potencial de moldar a trajetória da humanidade”, disse Sam Altman, CEO da OpenAI. “Nossa missão é garantir que a tecnologia da AGI beneficie toda a humanidade, e estamos trabalhando com a Microsoft para criar a base de supercomputação na qual criaremos a AGI. Acreditamos que é crucial que a AGI seja implantada de forma segura e que seus benefícios econômicos sejam amplamente distribuídos”, completou.

Brockman e Altman acreditam que a verdadeira AGI será capaz de dominar mais campos do que qualquer pessoa, principalmente identificando conexões interdisciplinares complexas que são capazes de enganar especialistas humanos. Além disso, eles prevêem que a AGI implantada com responsabilidade – em outras palavras, a AGI implantada em “estreita colaboração” com pesquisadores em campos relevantes, como a ciência social – pode ajudar muito em campanhas sobre mudanças climáticas, saúde e educação.

Ao ataque

Essa parceria da Microsoft com a OpenAI é só mais uma movimentação da empresa com foco em inteligência artificial. Em junho, a gigante de Redmond adquiriu a Bonsai, startup de Berkeley, na Califórnia, que projeta ferramentas de aprendizado profundo voltadas para o meio corporativo. E em novembro, ela comprou a XOXCO, fabricante da estrutura do Botkit que cria bots de conversação para aplicativos de bate-papo em equipe como o Slack e o Microsoft Teams. Meses antes, a Microsoft também havia adquirido o Lobe, criador de uma plataforma para gerar modelos personalizados de aprendizagem profunda usando uma interface visual.

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